Fundamentos

Funções de loss e cross-entropy

Uma loss transforma erro da tarefa em sinal de otimização; cross-entropy recompensa probabilidade dada à classe observada.

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Conceito

Uma função de loss converte a saída do modelo e o target num escalar que a otimização reduz. A escolha define o que conta como erro durante o treinamento. Mean squared error penaliza distância numérica ao quadrado e serve a vários problemas de regressão. Cross-entropy avalia distribuições previstas e é central na classificação e nos modelos de linguagem. Nenhuma mede universalmente a qualidade do produto.

Na classificação multiclasse, a rede emite um logit ziz_i por classe. Logits são scores livres. Softmax os transforma em probabilidades:

pi=ezijezj.p_i=\frac{e^{z_i}}{\sum_j e^{z_j}}.

Somar a mesma constante a todos os logits não altera as probabilidades; importam diferenças relativas. Os resultados são positivos e somam um, combinando com um resultado categórico em que ocorre uma classe.

Se a classe observada é yy, cross-entropy one-hot simplifica para

L=logpy.L=-\log p_y.

Probabilidade próxima de um para a classe correta gera loss perto de zero. Probabilidade minúscula gera loss grande. A assimetria é útil: previsão confiante e errada é punida muito mais que uma incerta. Cross-entropy é diferenciável em relação aos logits e oferece sinal denso para todas as classes.

Para soft targets, L=iqilogpiL=-\sum_i q_i\log p_i, onde qq é a distribuição-alvo. Label smoothing reserva massa para outras classes em vez de usar one-hot exato. Knowledge distillation pode empregar a distribuição de uma teacher. Essas escolhas mudam o problema de aprendizagem; não são meros truques numéricos.

Estabilidade numérica importa. Exponenciais de logits grandes causam overflow, e probabilidades pequenas sofrem underflow até zero antes do log. Bibliotecas implementam cross-entropy a partir de logits com log-softmax e a identidade log-sum-exp, normalmente subtraindo o maior logit. Aplicar softmax manualmente e depois log é menos estável e pode duplicar softmax se a loss já espera logits.

A loss do batch costuma ser média ou soma sobre exemplos e, em language models, posições. Padding e labels ignorados exigem máscara para não entrar na loss nem no denominador. Média por token dá peso igual a cada token; média por sequência dá peso igual a cada sequência. A redução faz parte do objetivo e deve ser relatada quando comprimentos diferem.

Desbalanceamento de classes e danos assimétricos podem exigir pesos, resampling, focal loss ou política de decisão separada. Loss média menor pode coexistir com desempenho pior numa classe crítica rara. A loss de treino também difere de métricas como accuracy, F1, erro de calibração e sucesso na tarefa. Um surrogate diferenciável só é útil se sua relação com a decisão real for verificada.

Num modelo causal, o target de cada posição é o próximo token. Um forward no treino produz logits para muitas posições, e cross-entropy mascarada calcula a média do negative log das continuações observadas. O modelo aprende distribuição, não flag de verdade. A loss mede ajuste ao dataset tokenizado; factualidade, segurança, utilidade e raciocínio exigem evidências próprias.

Uma auditoria prática usa logits calculáveis à mão. Verifique que elevar o logit correto reduz a loss, deslocar todos os logits pela mesma constante não muda nada, posições ignoradas não contribuem e a média usa o denominador esperado. Essas invariantes pequenas encontram double-softmax, deslocamento errado de labels e bugs de padding que uma curva longa e descendente consegue esconder.

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Como explicar para uma criança de cinco anos

Uma instrutora de direção não marca apenas certo ou errado; a nota precisa refletir quanto a rota escolhida contrariou o destino. Cross-entropy pune especialmente quando a pessoa atribui chance quase nula à estrada que era correta. A média das viagens vira objetivo de treino. A nota molda a prática, mas não esgota qualidade ao volante: conforto, segurança e justiça exigem medidas próprias.

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Ensine de volta

Explique logits, softmax, cross-entropy one-hot e por que calcular diretamente dos logits é melhor do que aplicar log em probabilidades arredondadas.

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Ver uma resposta-modelo

O modelo emite logits livres. Softmax converte logits relativos em probabilidades. Para target one-hot y, cross-entropy é −log p_y: previsões corretas e confiantes têm loss baixa; erradas e confiantes, alta. Bibliotecas combinam log-softmax com negative log-likelihood usando log-sum-exp, evitando overflow, underflow e log(0) que aparecem ao materializar probabilidades ingenuamente.

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Teste seu entendimento

1. Para um target one-hot, o que determina a cross-entropy?
Resposta e explicação

A probabilidade prevista para a classe observada — A loss é o negative log da probabilidade da classe correta.

2. Por que passar logits à primitiva de cross-entropy?
Resposta e explicação

Ela faz um cálculo combinado numericamente estável — Log-softmax estável evita overflow e underflow, preservando o objetivo.

Conclua o teach-back e acerte o quiz para finalizar a aula.

Fontes

  1. Claude E. Shannon (1948). A Mathematical Theory of Communication.